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Saúde

Plano de saúde ou aumento de salário: a conta de uma empresa com 34 funcionários

  • Publicado em
  • 3 min de leitura
  • Revisado por Diego Macedo, fundador da Rev Seguros, corretora registrada na SUSEP nº 212126157
  • R$ 377plano por funcionário, por mês
  • R$ 611custo do mesmo valor dado como aumento
  • R$ 95 milde diferença no ano, para 34 funcionários

Imagine que você vai contratar alguém e tem dois caminhos: pagar R$ 2.877 de salário, ou R$ 2.500 mais um plano de saúde de R$ 377. Na conta do funcionário, parece a mesma coisa. Para o caixa da empresa, não é.

Neste mês, uma empresa de Brasília com 34 funcionários cotou plano de saúde com a Rev. O resultado mostra bem a diferença, e a conta abaixo é a mesma que você pode fazer na sua empresa.

O que a empresa cotou

Plano de saúde empresarial de enfermaria, com coparticipação, para toda a equipe: R$ 377 por funcionário, por mês, na cotação de outubro de 2026. É uma média: o valor de cada pessoa muda com a idade.

Quanto custaria dar esse valor como aumento

R$ 377 de aumento não custam R$ 377. O aumento puxa junto o 13º, as férias com 1/3 e os encargos sobre a folha. Numa empresa do lucro presumido, a conta fica assim:

Item Valor por mês
Aumento R$ 377,00
13º salário (1/12 do aumento) R$ 31,42
Férias com 1/3 (1/12 do aumento, mais 1/3) R$ 41,89
INSS da empresa, RAT e terceiros (cerca de 27,8%) R$ 125,19
FGTS (8%) R$ 36,02
Custo total do aumento R$ 611,52

O plano de saúde oferecido a todos os empregados não é salário (CLT, art. 458) e fica fora da base do INSS (Lei 8.212/1991, art. 28). Então ele custa só o que custa: R$ 377.

A diferença é de R$ 234,52 por funcionário, por mês. Com 34 funcionários, em 12 meses, são cerca de R$ 95 mil por ano.

A alíquota de RAT varia de 1% a 3% conforme a atividade da empresa, e no Simples Nacional a conta é outra. Por isso vale refazer com os números da sua empresa.

E para o funcionário?

Com salário de R$ 2.500, um aumento de R$ 377 cai na faixa de 9% do INSS de 2026. Ele fica com uns R$ 343. Já o plano chega inteiro, todo mês, sem desconto nenhum.

E tem mais: o mesmo plano, se ele fosse contratar sozinho no CPF, costuma sair mais caro do que no plano da empresa. O benefício vale mais para quem recebe do que custa para quem paga.

O ganho que não aparece na planilha

Uma pesquisa da LCA Consultores com dados do Caged, divulgada pelo Metrópoles, mostrou que 36% dos trabalhadores com carteira assinada trocaram de emprego por conta própria em 12 meses. Mais de 1 em cada 3.

Cada saída custa caro: recrutar de novo, treinar de novo, esperar a pessoa render de novo. É aí que o plano segura. Quem tem plano de saúde pensa duas vezes antes de trocar de emprego por R$ 200 a mais. E quem não tem pode ir para uma concorrente que paga menos, mas oferece plano, levando junto tudo o que aprendeu com você.

Dois cuidados antes de decidir

  1. Vale para vaga nova ou para dar algo a mais. Reduzir o salário de quem já trabalha com você não pode (Constituição, art. 7º, VI).
  2. O plano precisa ser para todos. A lei só tira o plano da base do INSS quando a cobertura abrange todos os empregados e dirigentes.

Como a Rev ajuda

A Rev faz essa conta com os números da sua empresa, cota com todas as operadoras e mostra o que muda entre enfermaria e apartamento, com e sem coparticipação. Depois da contratação, a Rev continua do seu lado: inclusão e exclusão de funcionários, dúvidas da equipe e o reajuste de cada ano. Quando quiser, é só chamar a equipe Rev, sem compromisso.

O que a conta mostra

O que isso muda para você

  • Para a empresa, plano de saúde e aumento não custam a mesma coisa: o aumento puxa 13º, férias, INSS e FGTS, e o plano oferecido a todos não puxa.
  • Para o funcionário, o aumento chega menor do que parece, porque o INSS desconta. O plano chega inteiro.
  • A regra vale para vaga nova ou para benefício somado ao salário atual. Reduzir o salário de quem já trabalha com você não é permitido.
  • O plano só fica fora dos encargos se for oferecido a todos os empregados e dirigentes. Plano para uma parte da equipe muda a conta.
  • A Rev faz essa mesma conta com os seus números, cota com todas as operadoras e acompanha a empresa depois da contratação: inclusões, exclusões e reajuste.

Fontes

De onde vem cada informação deste caso, conferida em 17 de outubro de 2026.

  1. Lei 8.212/1991, art. 28, § 9º, alínea q (assistência médica fora do salário de contribuição)Desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes; art. 22, I: INSS patronal de 20%planalto.gov.br
  2. CLT, art. 458, § 2º, IV (assistência médica não é salário)planalto.gov.br
  3. INSS: tabela de contribuição mensal 2026Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026gov.br
  4. Constituição Federal, art. 7º, VI (irredutibilidade do salário)planalto.gov.br
  5. Metrópoles: novo recorde, por que as pessoas mudam tanto de emprego no Brasil (03/05/2025)Estudo da LCA Consultores com dados do Caged: 36% dos trabalhadores com carteira trocaram de emprego por conta própria em 12 mesesmetropoles.com

Entenda o tema por inteiro

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Plano de saúde pago pela empresa entra no salário?

Não. A CLT (art. 458, § 2º, IV) diz que a assistência médica não é salário, e a Lei 8.212/1991 (art. 28, § 9º, q) tira esse valor da base do INSS, desde que a cobertura seja oferecida a todos os empregados e dirigentes. Por isso o plano não gera 13º, férias, INSS nem FGTS.

Posso trocar parte do salário de um funcionário atual por plano de saúde?

Não. A Constituição (art. 7º, VI) proíbe reduzir salário. A conta deste caso vale para vaga nova ou para quando a empresa quer dar algo a mais e escolhe entre aumento e benefício.

Quantos funcionários a empresa precisa ter para contratar plano empresarial?

Em geral, a partir de 2 vidas já dá para contratar plano empresarial com CNPJ, mas as regras mudam de operadora para operadora. A Rev confere as condições de cada uma para o tamanho da sua empresa.

O valor de R$ 377 vale para qualquer empresa?

Não. É o valor da cotação deste caso, de outubro de 2026, em Brasília, para plano de enfermaria com coparticipação. O preço muda com a idade da equipe, a cidade, a operadora e o tipo de plano. A conta, porém, funciona igual com os seus números.

Próximo passo

Plano de saúde empresarial

A Rev cota com todas as operadoras, monta a conta do benefício para o tamanho da sua empresa e cuida do plano depois da contratação, sem custo.

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